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É quase impensável que alguém fique de fora dos avanços tecnológicos que nos cercam. Celulares, computadores, calculadoras e relógios digitais fazem parte do nosso cotidiano e compartilham um traço central: dependem de visores eletrônicos para exibir informações de forma rápida e flexível.

Pessoas com deficiência auditiva podem tirar proveito dessas tecnologias utilizando programas leitores de tela, porém se a pessoa possui baixa visão e audição (surdocegueira) as opções se tornam muito mais limitadas. A única opção nesse caso seria utilizar uma linha braille, dispositivo que permite escrever e ler em braille e que facilmente pode chegar a custar dezenas de milhares de reais.

O mundo dos surdocegos é inteiramente mecânico, o tato se torna o principal meio de obter informações, sejam elas detalhes dos arredores ou conversas com outras pessoas. Uma das diversas formas de se comunicar com um surdocego é escrevendo letra a letra, palavras e frases na palma de sua mão. Mesmo sendo um sistema de comunicação lento e pouco eficiente, comparado com libras tátil, por exemplo, é o sistema mais viável para ser adaptado, utilizando tecnologias bem estabelecidas e de baixo custo, ao uso de dispositivos eletrônicos.

O projeto Helena propõe uma nova forma de interação com o meio digital para essas pessoas. Em sua segunda iteração, o protótipo da luva visa equilibrar a duração do período de adaptação e a flexibilidade do controle sob os dispositivos alvo, para isso, células táteis são utilizadas para a interação com o usuário, cada célula possui uma letra do alfabeto Braille eletricamente condutora, atuando como um sensor de toque e um micro motor vibratório, que promove o feedback tátil.

No vídeo abaixo é feita a demonstração do uso para o envio e o recebimento de mensagens.

Mais informações na página do projeto (em portugês)

Informações técnicas no hackaday.io (em inglês)

acesse aqui